
Sim, eu sumi. Mais de um mês sem escrever por aqui. E, para ser sincera, eu até cheguei a esquecer do blog em alguns dias, não por falta de importância, mas porque a vida virou uma grande mudança. Literalmente.
Saí de um apartamento e vim para uma casa. E quem tem TDA (Transtorno de Déficit de Atenção) vai entender, mudanças não são apenas físicas. Não é só sobre caixas espalhadas, móveis fora do lugar ou rotina bagunçada. É sobre perder o eixo interno.
Meu cérebro funciona à base de rituais, meus horários, meus cantinhos, meu jeito específico de fazer as coisas. Quando tudo isso desaparece de uma vez, eu me sinto como se alguém tivesse apertado o botão de “embaralhar” dentro de mim. O que antes estava ao alcance da mão agora está dentro de uma caixa que eu não sei qual é. E essa desordem externa vira desordem interna, e não adianta romantizar, dói.
Mas apesar do caos, existe algo mais forte, a consciência.
Porque se tem uma coisa que eu venho aprendendo nessa jornada de autoconhecimento é a importância de saber como eu funciono. Quando eu trago luz para os meus padrões, para as minhas dificuldades e inclinações, eu me observo com mais lucidez. E essa lucidez me salva. Ela impede que eu confunda pausa com desistência.
Sim, eu parei. Mas eu voltei.
E voltar também é coragem.
Esse blog faz parte do meu processo. Ele é meu espaço de colocar pra fora meus pensamentos, angústias e deficiências, e quem sabe, um dia, isso possa ajudar alguém que esteja passando pelo mesmo. Eu poderia simplesmente ter deixado esse vazio virar abandono. Mas eu escolhi não fazer isso.
Porque eu não sou o erro, nem a distância, nem o deslize. Eu sou a constância que eu decido ter, mesmo que ela venha com tropeços, pausas e recomeços.
Então, se você que está lendo isso também parou, seja por um mês, dois ou mais, saiba, isso não é fracasso. Isso é humano. O importante não é quantas vezes você caiu, mas quantas vezes você escolhe levantar com o mesmo desejo de seguir adiante, mesmo sabendo que talvez vá cair de novo.
A jornada não é sobre perfeição. É sobre persistência.
E aqui estou eu, de volta. Feliz por ter voltado.
Que eu siga mais constante daqui pra frente, e que esse texto, de alguma forma, lembre você de que recomeçar também conta como vitória.
Deciding to Come Back Is Sometimes Braver Than Deciding to Leave
Yes, I disappeared. More than a month without writing here. And, to be honest, there were even days I forgot about the blog—not because it wasn’t important, but because life became a huge change. Literally.
I moved from an apartment to a house. And anyone with ADHD (Attention Deficit Hyperactivity Disorder) will understand: changes are not just physical. It’s not only about scattered boxes, furniture out of place, or a disrupted routine. It’s about losing your internal balance.
My brain runs on rituals—my schedules, my little corners, my very specific way of doing things. When all of that disappears at once, I feel like someone pressed the “shuffle” button inside me. What used to be within reach is now in a box I don’t even know. And this external chaos becomes internal chaos, and no amount of romanticizing it can change that—it hurts.
But despite the chaos, something stronger exists: awareness.
Because one thing I’ve been learning on this journey of self-knowledge is the importance of knowing how I function. When I shine a light on my patterns, my difficulties, and my inclinations, I observe myself with more clarity. And that clarity saves me. It prevents me from confusing a pause with giving up.
Yes, I paused. But I came back.
And coming back is also courage.
This blog is part of my process. It’s my space to release my thoughts, my anxieties, my weaknesses—and who knows, maybe one day it can help someone going through the same thing. I could have simply let this emptiness turn into abandonment. But I chose not to.
Because I am not my mistake, nor the distance, nor the slip. I am the consistency I choose to have, even if it comes with stumbles, pauses, and restarts.
So, if you reading this also paused—whether for a month, two months, or more—know that this is not failure. This is human. What matters is not how many times you fell, but how many times you choose to get up with the same desire to move forward, even knowing you might fall again.
The journey is not about perfection. It’s about persistence.
And here I am, back. Happy to be back.
May I stay more consistent from now on, and may this text, in some way, remind you that starting over also counts as a victory.
to be back.
May I stay more consistent from now on, and may this text, in some way, remind you that starting over also counts as a victory.
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