Exímia Você – Bonita por dentro e por fora

O que você vai ver por aqui? Uma designer de moda, estudante de nutrição e o que mais eu desejar, falando sobre moda, beleza, saúde, autoestima e comportamento, sempre pela sua própria ótica. Assuntos escolhidos no momento, sem ordem fixa, mas com intensidade, leveza e inspiração.

Saúde e Nutrição????? (Ué, o que que isso tem a ver com Moda? Tem sim, você vai entender!)

🇺🇸 ENGLISH VERSION

What will you find here?
A fashion designer, nutrition student, and future psychologist sharing thoughts on fashion, beauty, health, self-esteem, and behavior — always from her own perspective.
Topics are chosen in the moment, with no fixed order, but always with intensity, lightness, and inspiration.

Health and Nutrition????? (Huh, what does that have to do with Fashion? It does, you’ll see!)

Você já acordou com o planner todo bonitinho, coloridinho, cheio de metas, e de repente… pá: a gangorra hormonal te dá uma rasteira antes mesmo do almoço? Pois é, bem-vinda ao clube das mulheres que vivem tentando conciliar rotina, produtividade, hormônios e um corpo que tem vida própria.

Ontem era dia de treino de perna. Sim, aquele dia que a gente precisa estar em modo guerreira, porque a missão é pesada. Mas quem disse que a gangorra hormonal respeita planner? Por volta das 11h, a enxaqueca pós-menstruação chegou sem bater na porta, e a minha semana de produtividade começou a parecer ficção científica. Não dava pra abrir o olho, nem pra pensar em agachar com 50kg nas costas.

Primeira tentativa de salvar o dia: remédio. Segunda tentativa: coloquei meu fone e botei pra tocar aquelas ondas binaurais milagrosas do YouTube, prometendo curar a enxaqueca em minutos. Porque nessas horas, amiga, se disserem que um som alienígena vai resolver, eu dou play sem pensar duas vezes. Terceira tentativa: procurar “cura para enxaqueca hormonal” no YouTube enquanto eu andava pela casa tentando fingir que o dia não estava indo por água abaixo. Resultado? Comprei um frasco de vitaminas indicado por um médico aleatório, porque nessas horas o cartão de crédito também entra pra salvar o dia.

Mas a culpa? Ah, essa é pontual, não atrasa nunca. O planner me olhava da mesa, gritando “meta não batida, fracasso à vista!”.
(Além de geminiana, eu tenho TDAH, diagnosticada ainda na infância. Por isso essas metas e rotinas têm um peso especial pra mim. Cada check que eu dou no planner é quase um ato de vitória. Quem tem TDAH sabe: a mente larga mil abas abertas ao mesmo tempo, e as frustrações por não dar conta de tudo são frequentes. Vou falar mais sobre isso em breve, porque é um assunto importante e muito verdadeiro pra mim – e um dos motivos que me fizeram protelar alguns projetos ao longo da vida.)

Então levantei, coloquei a roupa de treino – só Deus sabe como – e fui pra academia. Minha disposição ficou deitada na cama, me mandando áudio de “boa sorte, amiga”.

Cheguei lá, encarei o espelho. Parecia que meu próprio corpo estava me olhando nos olhos e dizendo: “Filha, pega leve hoje, ou quem vai te pegar é a ambulância.” Resultado? Treino de 30 min no transport (elíptico), só pra alimentar a mente com aquele check simbólico, sem ignorar o corpo que gritava por calma.

E olha, se a vida me desse 30 segundos pra escolher entre:
• Aquele look da Adidas que eu tô namorando no site, todo hype,
• Ou disposição, ânimo e bem-estar pra treinar bem, sem sentir dor, com saúde… mesmo que fosse com a roupinha de treino mais fuleirinha do meu armário,
eu escolheria a segunda opção sem pensar duas vezes. Porque não adianta ter o look perfeito se você não tem energia pra viver dentro dele.

No fim do dia, o planner ficou com uns 400 itens pra amanhã, mas quer saber? Eu fiz o que deu. A mulher é malabarista, equilibra pratinhos invisíveis, hormônios, metas, casa, trabalho, tudo ao mesmo tempo. Ontem, eu dei um passo pequeno, mas dei. Tijolinho por tijolinho, sem me quebrar pra agradar minha própria planilha mental.

Resolvi compartilhar isso porque sei que a gente vive se cobrando demais, tentando cumprir tudo o que tá no planner, mesmo quando o corpo tá implorando por descanso. E não, isso não é preguiça, é inteligência emocional. Se você também tá nessa gangorra, entre metas e hormônios, saiba que não tá sozinha.
A auto-compaixão é tão importante quanto disciplina.
E lembre-se: o limite de uma, não é o limite da outra. A produtividade de uma não é igual à da outra. Cada corpo é um universo, com seu próprio tempo, sua própria velocidade, seus próprios limites. Encontre o seu e viva em paz.

— VERSÃO EM INGLÊS —

Post – “Planner vs Hormones: when the hormonal seesaw knocks down even leg day”

Have you ever woken up with your planner all neat, colorful, full of goals, and suddenly… bam: the hormonal seesaw knocks you down before lunchtime? Welcome to the club of women constantly trying to juggle routine, productivity, hormones, and a body that has a life of its own.

Yesterday was supposed to be leg day. Yes, that day when we need to be in warrior mode because the mission is heavy. But who said the hormonal seesaw respects a planner? Around 11 a.m., post-menstrual migraine showed up uninvited, and my week of productivity started looking like science fiction. I couldn’t even open my eyes, let alone think about squatting with 50kg on my back.

First attempt to save the day: medicine. Second attempt: popped in my earbuds and played those miraculous binaural beats on YouTube, promising to cure migraines in minutes. Because at times like these, girl, if someone says alien sounds will help, I’ll hit play without thinking twice. Third attempt: searched for “hormonal migraine cure” on YouTube while wandering around pretending the day wasn’t falling apart. End result? Bought a bottle of vitamins recommended by some random doctor because, honestly, my credit card also tries to save the day.

But guilt? Oh, she’s always punctual, never late. My planner stared at me from the desk, screaming “goal not met, failure ahead!”.
(I’m a Gemini, and I have ADHD, diagnosed in childhood. That’s why these goals and routines carry a special weight for me. Every checkmark on the planner feels like a victory. Anyone with ADHD knows: the mind leaves a thousand tabs open at once, and the frustration of not keeping up is frequent. I’ll talk more about this soon, because it’s an important and very real topic for me – and one of the reasons I’ve postponed some projects throughout life.)

So I got up, threw on my workout clothes – God knows how – and dragged myself to the gym. My motivation stayed in bed, sending me “good luck” voice notes.

I got there, looked in the mirror. It felt like my body was staring back, saying: “Girl, take it easy today, or the ambulance will take you instead.” End result? 30 min on the transport (elliptical), just to feed my mind with that symbolic checkmark, without ignoring the body begging for calm.

And look, if life gave me 30 seconds to choose between:
• That Adidas look I’ve been eyeing on the website, all hype,
• Or energy, willingness, and well-being to train properly, without pain, with health… even if it meant wearing the most raggedy workout outfit I own,
I’d pick the second option without thinking twice. Because what’s the point of having the perfect look if you don’t have energy to live in it?

At the end of the day, the planner had about 400 tasks left for tomorrow, but you know what? I did what I could. Women are jugglers, balancing invisible plates, hormones, goals, house, work, everything at once. Yesterday, I took a small step, but I took it. Brick by brick, without breaking myself just to please my mental spreadsheet.

I’m sharing this because I know we pressure ourselves too much, trying to tick every box in the planner even when our body is begging for rest. And no, that’s not laziness, that’s emotional intelligence. If you’re also on this seesaw between goals and hormones, know that you’re not alone.
Self-compassion is just as important as discipline.
And remember: one person’s limit is not another’s. Productivity is not one-size-fits-all. Every body is a universe, with its own time, speed, and limits. Find yours and live in peace.

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